Support & Downloads

Quisque actraqum nunc no dolor sit ametaugue dolor. Lorem ipsum dolor sit amet, consyect etur adipiscing elit.

s f

Contact Info
198 West 21th Street, Suite 721
New York, NY 10010
youremail@yourdomain.com
+88 (0) 101 0000 000
Follow Us

Floox

LEGAL DESIGN: pense como um designer e transforme o direito!

O Legal Design modifica o direito por meio de relações mais empáticas e soluciona problemas, unindo o design, a tecnologia e a lei a fim de criar processos úteis e satisfatórios aos usuários.

A adoção de novas formas de pensar o direito abriu espaço para a inserção do Design Thinking no meio jurídico, que nada mais é do que uma forma de pensamento voltada ao ser humano e que busca solucionar problemas de uma maneira mais empática.

A metodologia do Design Thinking ficou famosa depois que Tim Brown, CEO da famosa empresa de consultoria de inovação IDEO, lançou o livro “Design Thinking – Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias”. Nele, Tim Brown conceitua o Design Thinking como sendo “uma metodologia que permeia todo o espectro de atividades de inovação com um espírito de design voltado para o ser humano”.

No vídeo, Tim Brown mostra uma abordagem focada na metodologia do design para obter resultados de maior impacto na solução de problemas.

Com o avanço da tecnologia de forma exponencial, os profissionais do direito têm que estar cada vez mais preparados para as transformações que irão acontecer no mundo jurídico. Estamos vivenciando o Direito 4.0, uma fase em que os advogados se utilizam de recursos tecnológicos e contam com o suporte de robôs para a realização de algumas tarefas, possibilitando a otimização do tempo e o aprimoramento da prestação de serviços.

Nessa lógica, a união da tríade Design Thinking, tecnologia e direito fez surgir o que chamamos de Legal Design. 

E o que é o Legal Design?

Uma das precursoras do tema, Margaret Hagan, diretora do Legal Design Lab da Stanford Law School e professora do Stanford Institute of Design, define o Legal Design como a forma que avaliamos e desenhamos negócios jurídicos de maneira simples, funcional, atrativa e com boa usabilidade, sempre voltada para o usuário. 

Como aplicar a metodologia do Legal Design

É importante lembrar que não existe só um tipo de metodologia do Legal Design. A necessidade de cada cliente e o tipo de problema a ser resolvido é o que vai determinar a abordagem mais relevante. 

Entretanto, o fluxo principal de todos os processos de aplicação do Legal Design geralmente é muito parecido. Nele, uma equipe ou um indivíduo começa entendendo  as necessidades dos usuários e a área de desafio, depois apresenta ideias, desenvolve soluções, cria, testa e refaz até obter um design bem-sucedido.

Etapas de um processo de Legal Design

1. Descoberta e Compreensão: é um momento de investigação, com o foco em entender o ponto de vista das pessoas, sempre com empatia e uma escuta ativa, por meio de conversas e pesquisas concisas.

2. Análise e Interpretação: agora é a hora de sintetizar todas as informações obtidas, fazer um mapeamento do processo e identificar o problema.

3. Ideação: aqui é onde surgem os brainstorms para desenvolver e criar soluções e protótipos a fim de solucionar os problemas encontrados.

4. Experimentação: chegou o momento de arriscar e testar algumas ideias, buscando encontrar as mais promissoras.

5. Implementação: a partir de um feedback dos protótipos testados, a meta agora é definir um plano piloto e colocá-lo em prática com a melhora contínua dos processos.

Não é um processo tão simples quanto parece. É necessário aprofundar nas entrevistas, gerar empatia, buscar insights, testar com determinação e paciência. Neste processo, as dinâmicas de trabalho em equipes multidisciplinares, ambientes colaborativos, brainstorms, testes e falhas rápidas são fundamentais para gerar soluções mais eficientes e objetivas.

Com essa nova forma criativa de pensar o direito, é possível vislumbrar um serviço jurídico aprimorado, desenvolvido de maneira rápida e eficaz, menos burocrático e voltado totalmente para os usuários.

Esse é o futuro do direito, mas é um futuro que não está tão distante. Iniciativas de Legal Design de grande sucesso já foram criadas, tanto aqui no Brasil como no exterior. 

Cases de Sucesso com Legal Design

Confira aqui algumas das iniciativas promissoras:

    • Você lembra da Margaret Hagan, mencionada acima? Ela ensina alunos, por meio de jogos rápidos e divertidos, a resolver dúvidas jurídicas utilizando métodos criativos e não convencionais. Além do blog, Open Law Lab, em que posta conteúdos relevantes sobre o tema, você também pode dar uma conferida no vídeo e no e-book disponibilizados.
    • O Instituto de Arbitragem da Finlândia desenvolveu uma ferramenta digital de arbitragem, embasado no Legal Design. O objetivo era entender quais eram as melhores informações a serem destacadas, o fluxo destas informações e a forma que elas deveriam ser expostas.
    • Já a organização americana Tenessee Alliance for Legal Services desenvolveu um checklist online de perguntas para identificar quais eram os riscos das pessoas comuns de terem alguma problema legal e, se tivessem, quais seriam as ferramentas disponíveis para ajudá-las.
    • A Legal Aid at Work, uma ONG norte-americana, lançou em 2019 o Guia “Pregnancy + My Job”, que assegura que mães e pais tenham acesso às informações principais a respeito da relação funcionário-empresa durante a gravidez. Com a união do design e do direito, profissionais de várias áreas se reuniram para criar um modelo de fácil compreensão, bastante visual e com uma abordagem multidisciplinar, focada na persona, destinatária final da informação.
    • No Brasil, departamentos jurídicos de algumas empresas têm apostado no Legal Design e na inovação, criando procedimentos de melhoria no serviço prestado ao cliente, processos de gestão, redução de custos e Visual Law. Um bom exemplo é o case do Nubank que lançou a campanha #asterisconão, um manifesto que aposta na transparência das empresas com os clientes.

Não podemos negar que o uso do Legal Design no direito é um caminho sem volta. Cada vez mais o uso do design como facilitador se fará indispensável para a aproximação entre o direito e as pessoas (físicas e jurídicas).

E você, já aplicou o Legal Design no seu ambiente de trabalho? Conta pra gente!

Post a Comment